domingo, 24 de maio de 2009

caracolada




Os amigos são como os sonhos… uns irreais, outros verdadeiros. Muitos intemporais e até caracoleiros!!! Ah ah

Tudo na vida tem uma razão de ser, tal como cada razão só o é enquanto a fizermos viver.

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Horizonte



O meu horizonte foi-se alargando

Dum pequeno ponto riscou, proseando.

Deitou-se na orla do mar

Vendo o quanto perdeu por temer

As águas que vivem no sal do meu olhar.



Cruzou as ruelas que te pintam de amanhecer

Esverdeando o meu bem-estar se acaso me perder,

Gostou delas como se de avenidas se tratassem

Fez de ti tanto de mim

Sem que outros bons vivants me encontrassem.



Eis então que à linha traçada

Se une o azul do farol, a fragata dourada

As ondas de saxofone e a tarde rosada.


Sorri na liberdade do teu encanto Cascais

Riscando o horizonte plos teus areais

E descendo das tuas asas até ao Cais.

segunda-feira, 4 de maio de 2009

As catedrais


2000 peças. Foi num instante =))

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Ruídos

O silêncio da noite obriga-me a ouvir os meus pensamentos,
embora em poucos momentos,
o rugir da minha mente se funda com o amanhecer do dia,
passando estes a silêncio que até aqui tanto se ouvia - Ruí(r)dos da vida.


Há os ruidos bons e os ruidos maus. Saudações :)

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Brilho do meu Sol

Brilho do meu Sol

Patenteias no meu escuro como um farol.

Vergo o meu olhar que te quer

Declaro-me em certezas com o som do meu sorrir

Que da minha felicidade se põe a rir.

Já vivemos uma vida inteira lado a lado

Alegrias, descobertas, contrariedades

Reescrevemos o sentido das verdades,

E na multiplicidade dos momentos

Até as loucuras passam a lições,

Contradições.

Corres no meu beijo como a brisa numa tarde de Verão

Rara, singular, amena.

Brilho do meu Sol,

Dás-me o tempo de te amar

Dás-me o tempo de te ter

Tocas o céu com a tua mão.

Mais do que tudo,

O melhor é sentir quão cheio o coração

E a alma sem anseio,

Dar de mim o que sempre sou mas que nem sempre soube ser

Quando a força da fraqueza me dilacerou ao meio.

Lado a lado

Afastamos o que nos magoa

Confrontamos a voz que ecoa as feridas de outrora,

Lado a lado

Despertamos a cumplicidade que nos caracteriza

Despertamos a vontade que enfatiza o desejo a mil à hora.

Não me envergonham os meus passos

Os meus medos,

Sei que em ti me deixo perder deles.

Sabes de cor os meus abraços

A solução aos meus enredos,

Sei que em mim te deixas perder neles.

Brilho do meu Sol

Faz como eu te digo,

Fica perto toda a noite

Que de dia as sombras também querem estar contigo.

terça-feira, 31 de março de 2009

Efectivamente, não existem diferenças que subsistam por si só. Existem sim pessoas a quem a sociedade coloca barreiras, que fazem da diferença a força para as superar.
Potenciar a sua afirmação como pessoa produtiva, capaz de tomar as suas próprias decisões e de realizar as diversas acções da melhor forma possível, é um processo que necessita de incentivo. Contudo, só perdurará no tempo mediante a interacção com os outros. É nessa relação estreita com o próximo que o ser Humano, com ou sem Deficiência, é professor, aprendiz e aprendizagem num só momento.
Estas foram as minhas palavras iniciais e finais, respectivamente, do meu Relatório Final (equivalente à antiga tese, se preferirem). Embora este tenha sempre de ser um trabalho/estudo totalmente científico, parece-me (na minha humilde opinião) que deva sempre ter uma conotação pessoal. Para aqueles que me conhecem bem, sabem que foi nesse sentido que proferi estas e outras palavras.
Um certo dia, a melhor professora e Docente que conheço, dizia-nos enquanto nos dava aula ao ar livre, na relva: "O meu papel com vocês se cumpre (sim, porque é uma grande mulher brasileira) quando cada um de vocês mostrar a capacidade de se indignar."
Para quem está fora do contexto..
Indignação sentida perante o peso dos estigmas, preconceitos e etiquetas...
Indignação sentida perante a exclusção em detrimento da partilha (que vai para além da tão citada, mal citada, inclusão)...
Indignação perante a arquitectura perfeita em detrimento da acessibilidade...
Indignação com a falta de civismo, de compreensão, de sensibilidade diria.
Indignação perante a necessidade de segregação, de classificação, de atribuir designações que tapam o rosto da alma de tantas pessoas.
Acreditem, nesse momento senti-me honrada apenas porque à muito tempo me indignava.
Perdõem-me a graaaaaande ausência, e não me refiro ao blog em concreto. Julgo que quando começamos uma guerra, raras vezes esperamos que seja justa. Sobretudo quando combatemos em várias frentes e é-nos quase impossível vencer em todas. De qualquer modo, não é por isso que deixamos de ludibriar a espada com sangue, suor e vida. Pelo menos, para aqueles que o fazem por amor (por missão ou por indignação). Portanto, só quero que neste momento me desculpe quem puder e disponham de mim :P
De hoje em diante estarei por aqui a tratar da minha saúde mental, triturada durante 4/5 meses. Deixem-me o Mozart, Simply Red, Diana Krall, um puzzle de 2000 peças, gomas e bolos da mamã, escrever, dormir, respirar e outras coisas boas que não vou contar. Os livros, os conceitos, o word 2007 e os cartões das bibliotecas foram de férias por uns tempos. Pelo menos por uns bons dias.

quarta-feira, 4 de março de 2009

Sorrir


Hoje, sou feliz porque sei sorrir

porque me multiplico em mil cores.

Sou feliz porque voo

E voar é tão longínquo quanto me permito.

Hoje, sou feliz porque multiplico sorrisos

Daqueles que todos adoram ter.

Ora encho,

Ora volto ao vazio para de novo encher.

É de energia que se multiplica o ser.

Hoje, sou feliz porque sei sorrir

Porque sei vê-lo de multiplas maneiras diferentes:

Na minha mão,

Na luz do Sol,

Na cor das gentes.

O voar é tão longínquo quanto me possibilito,

O sorrir é tão longínquo quanto me permito,

Ser feliz, das duas uma:

Ou é loucura ou é um mito.